tpm e o assasinato.

eu estou há horas tentan –

(o original deste post foi interrompido pelo aparecimento de um pernilongo gigante diante da tela. eu tive que acender a luz de cima do quarto, achar o bicho e matá-lo com a raquete, o que produziu o maior cheiro de queimado que eu já tive que experienciar. não foi legal. retomando agora o post original com informações atualizadas)

eu estava há horas tentando matar o mesmo pernilongo, que sempre me escapava da raquete. aí aconteceu o que aconteceu.

não tá fácil pra ninguém, rapaziada.

carinho.

ele me chamava de “coração” com uma voz doce.

sinto saudade dessa intimidade tranquila de quem confia no que sente. (não dele, hoje, em específico. mas disso como um conceito)

olar.

reli isto aqui na madrugada de hoje.
insônia, tpm, ansiedade, angústia, rancor e um pouquinho de nostalgia.

tudo isso misturado. decidi voltar.
voltar a escrever, nem que seja só para mim, como sempre foi.
voltar a ter um espaço específico para isso, que seja só para mim como sempre foi.

talvez me faça bem.

war.

como é difícil.

ser uma boa pessoa. exige-se tanto: moral, lealdade, respeito. mas esquece-se de algo tão, tão básico, que é a empatia.

exigem tanta coisa superflua hoje em dia… beleza, estilo, boas maneiras, etiqueta. que importa isso? no fim, de que importa tudo isso?

 

o lance é amor. 

amor, paz e empatia, já diria o kurt. 

nisso eu sou obrigada a concordar completamente.

ele tinha a chave daqui. agora está tudo trancado.

nunca mais,
eu vou ouvir o som do elevador

e me levantar da cama para ouvir melhor.
e quando eu ouvir a porta do sétimo andar,

não será mais aquele som feliz.
apenas uma porta que se abre.
apenas qualquer um que chega.

[nenhum deles me importa]

by me.

how much guilt does it take?
so your heart gives up beating – in sorrow.

how many rainbows must it see fading, in gray skies of deep pain.
how many trails must it wander through until he’s healthy again?
how many hours?
forever the hours: they are to be trusted, they say.

“but how many?” – my insides crawling for an answer. any answer at all.
some confort in the cold darkness that remains here.

she lingers.
like a coma, she lies.
like a cancer, she grows.

try to be still, now.

é na chuva e na água que tudo o que é meu se dissipa.
de bom e não.
de lindo e não.
é no vento e na asma que tudo o que é meu engasga.
de ruim e sim, de mau e não.

 

eu lamento muito.

I got your picture, she’s got you.

eu quero voltar.

para onde eu possa levar um gato no metrô ou,

 

talvez, sentir o frio gelado da neve – 

 

 

como alguma forma de emoção.

eu quero voltar para

 

um lugar onde eu me sinta

 

em 

 

casa.

ou que eu não me sinta tão desconfortável, 

quanto eu me sinto sem ele.

 

 

 

[porque tudo nesta casa teve o cheiro dele e o som da sua voz. e agora eu tapo o nariz e os ouvidos mas os olhos, os olhos eu não sou capaz de vendar.]

pele não; sem peles.

a grande dúvida da Raposa é: se o homem tem uma arma, é para mim que ele aponta?

afinal, quem ele quer caçar?

 

se o homem tem uma arma, ele aponta para mim?

 

mas se o homem tem uma arma e não a aponta para ninguém, mas sempre avisa “tenho uma arma”, que tipo de homem ele é?
por que ele quer a raposa perto se não para caçá-la? senão para arrancar-lhe a pele e transformá-la em algo que sua mulher usará?

 

 

afinal, a raposa se pergunta, será possível um homem que use a arma apenas em defesa de si mesmo?

 

 

 

 

[a raposa não é um animal selvagem, é claro, mas ela não é dócil, tampouco.
a dúvida a consome.]

sylvia, virginia, alguém, eu.

por quanto tempo mais

eu vou ficar olhando as paredes

 

 

indefinidamente

 

me contorcendo como um gato

[ou como quem dói]

 

até que alguma forma de paz aconteça

 

permaneça

 

 

por mais que duas ou três horas.

 

 

 

 

 

[interrogação ou afirmação, é a mesma coisa. a dúvida nunca tem pontuação.]